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TREINAMENTO
Fortalecimento
muscular e biomecânica
Entorses de tornozelo,
lesões pela extensão excessiva
dos joelhos ou herniações
interdiscais, estão intimamente
relacionados à falta de
fortalecimento muscular
em regiões específicas
do nosso corpo.
Muitos corredores cometem
o deslize de fazer o fortalecimento
muscular apenas algumas
semanas que antecedem
sua corrida principal,
onde o mesmo tem um benefício
muito inferior se comparado
ao que pratica periodicamente
com tempo de planejar
qual sua real necessidade
em relação ao trabalho
de fortalecimento.
Aquele corredor que faz
o treinamento de força
apenas algumas semanas
antes da corrida, trás
como benefício, apenas
uma maior ativação da
parte neural do músculo.
Simplificando, de forma
aguda, seu organismo irá
adquirir maior capacidade
de recrutamento das fibras
musculares dos membros
trabalhados, dando-lhe
uma falsa sensação de
fortalecimento dos músculos
e articulações. Em contrapartida,
de forma crônica, os benefícios
são quase nulos, já que
ainda corre o risco de
tornar-se um corredor
mais pesado. Estudos demonstram
que nas primeiras semanas
de musculação, o indivíduo
tende a ter maior retenção
de fluídos em seu organismo,
deixando-o conseqüentemente
mais pesado, com peso
acrescido acima de um
quilo na maioria das vezes.
Quer dizer, seu rendimento
na corrida passa a piorar
em vez de melhorar.
Contudo, o corredor que
pratica a musculação regularmente
vem a ter realmente fortalecimento
de seus componentes plásticos
e musculares. Para se
ter uma idéia, os músculos
necessitam de algo em
torno de oito semanas
para desenvolverem seus
tecidos musculares, no
entanto a grande maioria
dos corredores muitas
vezes nem chegam a quatro
semanas.
Além da falta de fortalecimento,
o que gera lesão em muito
corredor é a forma que
ele corre. Umas das melhores
maneiras de identificar
erros biomecânicos durante
a corrida, é colocar o
corredor na esteira e
observá-lo através de
seu plano lateral ou frontal.
Através destes planos
de observação, percebe-se
a necessidade do fortalecimento
de algumas regiões específicas
que podem ser sérias candidatas
à lesão.
Como foco de análise tem-se
como exemplo a articulação
do joelho. Muitos corredores
tendem a hiper-estender
na fase aérea e, conseqüentemente,
mantendo a mesma amplitude
na fase de contato com
o chão. Isso dá um impacto
muito grande nas articulações,
acarretando em lesões
das partes plásticas do
joelho, como os ligamentos.
Neste caso a hiper-extensão
poderia ser evitada dando
o devido fortalecimento
da região posterior da
perna, os músculos isquiotibiais.
Em contrapartida, o mesmo
pode acontecer com a região
antagonista dos isquiotibiais,
o quadríceps. Em função
do pouco fortalecimento
desta junção de quatro
músculos (vastos medial,
intermédio, lateral e
reto femural) e também
pela falta de flexibilidade
da parte posterior da
perna, ocorre a hiper-flexão
do joelho, acarretando
no encurtamento das passadas
durante a corrida.
Exemplos como estes existem
em várias regiões do nosso
corpo, como a região das
costas, coluna vertebral,
região dos ombros ou cintura
escapular, pois são responsáveis
pela estabilidade do corpo
durante as corridas. No
entanto, torna-se imprescindível
que estejam fortalecidos
e também automatizados
corretamente ao movimento
adequado à atividade em
questão.
Entretanto, é evidente
a necessidade de um fortalecimento
sério e coerente em paralelo
com um profissional capacitado
e habilitado. Criar o
equilíbrio nos membros
do nosso corpo é de extrema
necessidade. Isto é conseguido
através do fortalecimento,
treinamento, alongamento
e, principalmente, ser
um atleta consciente de
suas necessidades.
Prof. Eric Haddad
fonte (http://www.treinoonline.com.br)
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