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Comitê Paraolímpico Brasileiro

MODALIDADES

Voleibol

Descrição
A Organização Mundial de Voleibol para Deficientes-WOVD e a Federação Internacional de Voleibol-FIVB são as entidades encarregadas de administrar e regulamentar o esporte. Amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora podem competir. Entre o Vôlei Paraolímpico e o convencional há menos diferenças do que possa parecer. Basicamente, a quadra é menor do que a convencional (mede 6m de largura por 10m de comprimento, contra 18m x 9m) e a altura da rede é obviamente menor, pois os jogadores competem sentados. Outra diferença consiste no fato de o saque poder ser bloqueado. A quadra se divide nas zonas de ataque, defesa e neutra (lado de fora do campo de jogo).
É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro. Porém, não se pode obstruir as condições de jogo do oponente. Contatos entre mãos são autorizados se pelo menos uma parte delas estiver em cima da linha central da quadra. Um atacante pode "queimar" a linha de ataque caso sua bacia não a toque até o atleta bater na bola. Somente se pode perder o contato com o chão para salvar bolas difíceis e, mesmo assim, por pouco tempo.
As semelhanças entre as vertentes olímpica e paraolímpica do voleibol começam no sistema de pontuação. Cada jogo é decidido numa melhor de cinco sets. Vence cada set o time que marcar 25 pontos. Em caso de empate em 24 a 24, ganha a equipe que primeiro abrir dois pontos de vantagem. No tie break, se dá bem o time que fizer 15 pontos. Se o jogo chegar em 14 a 14, uma das equipes tem de abrir dois pontos de vantagem para garantir a vitória. Os pontos são obtidos da mesma maneira que no vôlei olímpico.
Na rede há duas antenas e a arbitragem também é dividida entre juiz principal, segundo juiz e dois árbitros de linha. Assim como no vôlei convencional, os times são formados por 12 jogadores – entre eles há um capitão e um líbero, que pode entrar e sair do jogo sem a permissão dos árbitros e possui exclusiva função defensiva. Para cada jogada, as equipes podem dar, no máximo, três toques na bola.

Histórico
Em 1956, na Holanda, esta modalidade surgiu a partir da combinação entre o voleibol convencional e o Sitzbal, esporte alemão que não tem a rede, praticado por pessoas com limitada mobilidade e que jogam sentadas. Podem competir amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora.
Na Paraolimpíada de Toronto, em 1976, o voleibol sentado teve jogos de exibição. Quatro anos depois, este importante esporte coletivo foi incluído no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos de Arnhem, Holanda, com a participação de sete seleções. Desde 93, ocorrem campeonatos mundiais da modalidade tanto no masculino como no feminino. Até Sydney-2000, o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé. A partir de Atenas, só haverá disputas com atletas sentados, por decisão do Comitê Paraolímpico Internacional-IPC. Esta será a primeira vez em que as mulheres participam da competição. No vôlei Sentado, o Brasil nunca participou de uma Paraolimpíada.



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