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Comitê Paraolímpico Brasileiro
MODALIDADES
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Tiro
Descrição
Para se praticar este esporte é necessário ter precisão apurada. Administram a modalidade tanto a Federação Internacional de Tiro Esportivo-ISSF quanto o Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paraolímpico Internacional. As regras das competições para atletas convencionais e com deficiência são basicamente as mesmas, porém com pequenas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir no masculino e no feminino.
As regras do tiro paraolímpico variam de acordo com a prova, distância e tipo do alvo, posição de tiro, número de disparos e o tempo que o atleta tem para atirar. Em cada competição as disputas ocorrem numa fase de classificação e numa final. Todas as pontuações de ambas as fases são somadas e vence quem obtiver mais pontos. O alvo é dividido em dez circunferências que valem de um a dez pontos e são subdivididas, cada uma, entre 0.1 e 0.9 pontos. A menor e mais central circunferência vale dez pontos. Sendo assim, o valor máximo que pode ser conseguido é de 10.9.
É notável o alto grau de tecnologia que a modalidade requer. Durante os Jogos Paraolímpicos, por exemplo, os alvos são eletrônicos e os pontos poderão ser imediatamente projetados num placar. As roupas e as armas utilizadas no esporte também possuem um considerável nível tecnológico. Há uma diferença das vestimentas nas provas para cada tipo de arma. Nas competições de rifle, é necessário usar uma roupa com espessura estipulada pela ISSF. Em eventos de pistola, os atiradores só são obrigados a usar sapatos especiais feitos de tecido, que dão mais estabilidade aos atletas.
Rifles e pistolas de ar, com cartuchos de 4.5mm, são utilizados nos eventos de 10 metros de distância. Já nos 25 metros, uma pistola de perfuração é utilizada com projéteis de 5.6mm. Rifles de perfuração e pistolas são as armas das provas de 50m, também com as balas de 5.6mm de diâmetro.
Histórico
Toronto-76 foi a Paraolimpíada de estréia do tiro paraolímpico. Nesta ocasião, apenas os homens competiram. Já nos Jogos de Arnhem-80, na Holanda, as mulheres começaram a participar das disputas nas categorias feminina e mista. Em 1984, as provas paraolímpicas mistas deixaram de ocorrer. Assim continuou em Seul-88. Quatro anos depois, em Barcelona, a categoria mista voltou e substituiu a feminina. Atlanta-96 marcou a volta dos três tipos de disputa. Nos Jogos Paraolímpicos de Sydney, em 2000, a briga pelo ouro aconteceu entre homens, mulheres e nos confrontos entre ambos.
O tiro esportivo paraolímpico começou a ser praticado no Brasil em 97, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o País foi ineditamente representado num torneio internacional, realizado na espanhola Santander. Em 2002, o Comitê Paraolímpico Brasileiro investiu em clínicas da modalidade, para sua difusão Brasil afora. A melhor participação do tiro nacional foi no Aberto de Apeldoorn, na Holanda, em 2003. Carlos Strub, Cillas Viana e Walter Calixto conquistaram a medalha de bronze por equipe. Nunca um brasileiro do esporte competiu nos Jogos Paraolímpicos.
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