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Comitê Paraolímpico Brasileiro
MODALIDADES
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Tenis de mesa
Descrição
Os jogadores do tênis de mesa paraolímpico competem em pé e em cadeira de rodas. Homens e mulheres com paralisia cerebral, amputados, cadeirantes ou deficientes mentais disputam os torneios do esporte. Os jogos podem ser individuais, em duplas ou por equipe. A entidade responsável pelo gerenciamento da modalidade é o Comitê Internacional de Tênis de Mesa Paraolímpico-IPTTC. Cerca de 80 nações praticam o esporte.
As partidas consistem numa melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja onze pontos (em caso de empate em 10 a 10, vence o set quem primeiro abrir dois pontos de vantagem). As regras estabelecidas pela Federação Internacional de Tênis de Mesa-ITTF são aplicadas às competições paraolímpicas do esporte, com sutis adaptações feitas pelo IPTTC para os atletas em cadeira de rodas. Em especial, no que se refere à distância entre os suportes da mesa e os atletas.
Histórico
O tênis de mesa é um dos mais tradicionais esportes paraolímpicos. A partir de Roma, a bolinha não parou tanto no masculino quanto no feminino. Todas as edições das paraolimpíadas tiveram jogos da modalidade. Com o passar dos anos, ocorreram mudanças nos sistemas de disputa. Entre Roma-60 e Tel Aviv-68, havia partidas no individual e em duplas. Em Heidelberg-72, foi acrescentado o torneio por equipe. Tanto em Toronto-76 quanto em Arnhem-80, só houve jogos de simples e por equipe. Nos Jogos de 1984 e em Seul-88, o open entrou no calendário paraolímpico oficial. A partir de Barcelona-92, as disputas passaram a ser apenas no individual e por equipe. Para Atenas-2004, as medalhas também estarão disponíveis nas duplas.
A história do tênis de mesa nacional se confunde com a do CPB, pois o esporte começou com a fundação do Comitê, em 1995. Desde Atlanta-96, o Brasil é representado nos Jogos Paraolímpicos. Francisco Eugênio Braga, Luiz Algacir e Maria Luiza Pereira foram os pioneiros do País na competição. Em Sydney-2000, jogaram: Anita Sutil, Carlo Di Franco (o Carluxo), Lucas Maciel e Luiz Algacir.
O Parapan de Tênis de Mesa de 2003, organizado pelo CPB, em Brasília, foi uma prova da evolução da modalidade no País. Quatro mesatenistas carimbaram passaporte para Atenas ao vencer o torneio continental – Cristovam Jaques, Iranildo Espíndola, Ivanildo Freitas e Luiz Algacir. A prata de Roberto Alves o ajudou, posteriormente, a garantir sua participação na Grécia. Entre os deficientes mentais, Lucas Maciel é o representante brasileiro. Sua vaga veio com a oitava colocação no Mundial do México de 2003, que reunia atletas com esse tipo de deficiência.
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