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Comitê Paraolímpico Brasileiro

MODALIDADES

Tenis em cadeira de rodas

Descrição
O esporte requer dos atletas um alto nível de técnica, velocidade, resistência física, reflexos, precisão e força. Atualmente, o tênis em cadeira de rodas é uma das modalidades paraolímpicas que mais crescem no mundo – é jogado em 70 países. O circuito mundial já distribui uma premiação que ultrapassa a cifra de 600 mil dólares por ano.
Quem tem deficiência numa ou nas duas pernas pode se tornar um tenista paraolímpico, assim como pessoas com deficiência nos membros superiores e inferiores (tetraplégicos). Uma das diferenças fundamentais do esporte em relação à sua vertente olímpica é o fato de a bola poder quicar duas vezes – a primeira deve ser dentro da quadra. Fora isso, os pontos são conquistados da mesma maneira que no tênis convencional. Outra peculiaridade da modalidade paraolímpica é que não é falta tocar a linha de fundo com as rodas traseiras da cadeira.
As partidas são disputadas numa melhor de três, com sets de seis games cada. Em caso de 6 a 6, há um tie break assim como no circuito profissional. As superfícies de jogo são as mesmas onde os olímpicos competem: saibro, grama, cimento ou carpete. Os equipamentos dos tenistas paraolímpicos têm algumas adaptações como as cadeiras de rodas, mais leves que o habitual. As raquetes têm uma tira lateral que lhes confere maior durabilidade.

Histórico
O esporte foi criado em 1976, nos Estados Unidos, por Jeff Minnenbraker e Brad Parks. Ambos construíram as primeiras cadeiras adequadas à pratica da modalidade e a difundiram em seu país. Em 77, ocorreu o torneio pioneiro, em Griffith Park, Califórnia. O primeiro campeonato nacional em solo estadunidense, em 1980. Oito anos depois, houve a fundação da Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas-IWTF.
Ainda em 1988, a modalidade estreou nos Jogos Paraolímpicos de Seul, em caráter de exibição. Em 1991, a entidade foi incorporada à Federação Internacional de Tênis-ITF, que hoje é responsável pela administração, regras e desenvolvimento do esporte em nível global. A partir de Barcelona-92, o tênis em cadeira de rodas passou a valer medalhas. Desde então, a modalidade é disputada por homens e mulheres, em duplas e no individual.
José Carlos Morais foi o primeiro brasileiro a praticar o tênis em cadeira de rodas, em 1985. O médico gaúcho conheceu o esporte quando foi à Inglaterra competir pela seleção nacional de Basquete em Cadeira de Rodas. Lá, a vertente paraolímpica do tênis lhe foi apresentada durante uma clínica da modalidade. Atlanta-96 marcou a estréia do País nos Jogos Paraolímpicos. Novamente, Morais foi o pioneiro. A continuação desta história fica a cargo de Mauricio Pommê e Carlos Santos, o Jordan. Eles representam o Brasil na Paraolimpíada de Atenas-2004.



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