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Comitê Paraolímpico Brasileiro

MODALIDADES

Judô

Descrição
Atletas cegos ou deficientes visuais lutam pelo ouro segundo as mesmas regras de competição da Federação Internacional de Judô-IJF. A deficiência faz com que os judocas agucem sua sensibilidade, instinto, tato e senso de equilíbrio. Poucos aspectos diferem as competições do judô paraolímpico dos outros eventos de alto nível da modalidade. São eles: a interrupção da luta quando os oponentes perdem o contato e não há punições para quem sai da área de combate.
Os combates duram cinco minutos e o sistema de pontuação segue o padrão olímpico. O ippon decreta a vitória de quem o conseguiu. Há várias maneiras de obtê-lo: quando o adversário cai com as costas no chão, imobilização durante 25 segundos, a realização de dois waza aris na mesma luta, estrangulamento ou chave-de-braço (nestes dois últimos casos, o oponente bate três vezes no tatame, em sinal de desistência). Para fazer um waza ari, a queda do judoca deve ser com parte das costas ou deve ocorrer uma imobilização que dure entre 20 e 24 segundo. O yuko é caracterizado pela queda lateral e o koka ocorre quando um judoca é derrubado e cai sentado no tatame.
As punições são chamadas de shidos. Na primeira vez, o shido significa um koka para o adversário. Caso o mesmo judoca receba o segundo shido, o oponente ganha um yuko. Uma terceira punição resulta num waza ari contra quem comete a infração. Se o atleta for penalizado pela quarta vez, a luta acaba imediatamente por desclassificação. Cada competidor, assim como no judô olímpico, deve usar um quimono de cor diferente – azul e branca. Na modalidade paraolímpica, esta diferenciação de cores serve para o árbitro indicar quem pontuou, recebeu punições ou venceu.

Histórico
Esta arte marcial foi a primeira modalidade de origem asiática a entrar no programa paraolímpico. Desde a década de 70 há o conhecimento desta prática esportiva. A estréia em paraolimpíadas foi em 1988, na capital sul-coreana Seul. Na ocasião, só os homens deficientes visuais lutavam. Esta constante seguiu intacta em Barcelona, Atlanta e Sydney. Os Jogos Paraolímpicos de Atenas-2004 marcam a entrada das mulheres nos tatames paraolímpicas. A entidade responsável pelo esporte é a Federação Internacional de Esportes para Cegos, fundada em Paris, em 1981.
Assim como no resto do mundo, a década de 70 marcou o princípio do judô no Brasil. Em 1987, houve a primeira saída dos judocas brasileiros para uma competição internacional. Era o Torneio de Paris. Desde quando o esporte passou a fazer parte dos Jogos Paraolímpicos, o País demonstra ser uma das maiores potências do planeta. Já em Seul-88, Jaime de Oliveira (categoria até 60kg), Júlio Silva (até 65kg) e Leonel Cunha (acima de 95kg) conquistaram a medalha de bronze. Com tais resultados, esta arte marcial de origem japonesa passou a ser a quarta modalidade brasileira a subir no pódio paraolímpico – Lawn Bowls, Atletismo e Natação são as outras. Atlanta-96 tem um significado especial para o judô paraolímpico nacional. Isso porque foi a Paraolimpíada na qual Antônio Tenório da Silva ganhou o ouro na categoria até 86kg. Em Sydney, Tenório voltou a ser campeão paraolímpico. Desta vez, na categoria até 90kg. Entre as mulheres, um feito marcante foi a conquista do Mundial da IBSA, em 2003, por Karla Cardoso (até 48kg), o que lhe garantiu vaga em Atenas. Danielle Bernardes (até 57kg) ganhou o bronze e também carimbou seu passaporte para a Grécia e a equipe feminina do País foi vice-campeã do mundo.



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