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Comitê Paraolímpico Brasileiro
MODALIDADES
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Hipismo
Descrição
O hipismo paraolímpico pode ser praticado por pessoas com vários tipos de deficiência, pois desenvolve as habilidades físicas e a auto-estima de seus praticantes. As adaptações feitas para se praticar a modalidade são as seguintes: a pista deve oferecer níveis de segurança maiores do que as pistas convencionais. Para isso, são fixadas bandas laterais com a altura de um metro; a areia da pista, ao contrário do adestramento convencional, é compactada para facilitar a locomoção do cavaleiro; as letras de posicionamento são maiores; é necessária uma sinalização sonora, que serve para orientar o atleta cego; o local de competição precisa ter uma rampa de acesso para os cavaleiros montarem nos cavalos. É importante ressaltar que o hipismo paraolímpico é praticado em cerca de 40 países. Homens e mulheres competem juntos nas mesmas provas, sem distinções. Outra peculiaridade do esporte é que tanto os competidores quanto os cavalos vencedores recebem medalhas.
Histórico
Nos anos 70, cavalgar era uma forma de reabilitação física e social de pessoas com deficiência. Ainda nesta década, a atividade passou a ter um quê esportivo. A estréia paraolímpica do hipismo ocorreu nos Jogos de Nova Iorque-84. Três anos depois, ocorreu o primeiro Mundial, na Suécia. Por ainda precisar se desenvolver quantitativamente, a modalidade só voltou ao programa oficial na Paraolimpíada de Sydney-2000.
Em março de 2002, na capital paulista, o hipismo paraolímpico nacional nasceu a partir de um curso promovido pela Confederação Brasileira de Hipismo-CBH. A Dra. Gabriele Walter foi a palestrante do evento. Ainda neste ano ocorreram as primeiras provas-treino, com a participação de competidores do Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo.
Julho de 2003 marcou a realização do 1º Campeonato Brasileiro, na cidade paulista de Ibiúna. Participaram nove atletas dos três estados pioneiros na modalidade. Em agosto de 2003, Ibiúna sediou 1ª Copa Sul-americana. No mesmo ano, dois cavaleiros do País participaram – pela primeira vez – de uma competição paraolímpica internacional. Natalie Goutglass e Daniel Loeb foram ao Mundial, em Moorsele, Bélgica. Ainda em 2003, no Parapan de Mar del Plata, Marcos Fernandes Alves – o Joca – garantiu a primeira vaga do País numa Paraolimpíada. O feito veio com a conquista de dois ouros: no estilo livre e na prova individual.
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