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Comitê Paraolímpico Brasileiro

MODALIDADES

Halterofilismo

Descrição
Ao contrário do que possa parecer, a modalidade não depende só de força, mas também de técnica. Tamanho crescimento foi ocasionado pela participação feminina, de competidores amputados, paralisados cerebrais, dentre pessoas com outros tipos de deficiência motora. As regras do esporte são similares às adotadas em competições olímpicas. O Comitê de Halterofilismo do Comitê Paraolímpico Internacional é o órgão responsável pela administração e desenvolvimento da modalidade, criado em 1989.
Em todas as classes, os atletas competem deitados durante suas tentativas. Halterofilistas com paralisia cerebral podem ficar com as pernas encurvadas e também podem se amarrar, com uma tira, no banco onde ficam deitados. Alguns competidores podem utilizar uma segunda tira para uma maior segurança deles próprios, com o objetivo de evitar movimentos involuntários. A barra, que pesa 25 quilos, é colocada horizontalmente em dois suportes – um à direita e o outro à esquerda do assento onde ficam os atletas. Assistentes oficiais levantam a barra e a colocam no nível dos dois braços esticados dos competidores. Nesta posição, um sinal é dado e começa uma das três tentativas a que os halterofilistas têm direito. Cada uma delas consiste em baixar a barra até a altura do peito, mantê-la imóvel e levantá-la com os braços até que eles estejam estendidos. O tempo para conclusão do levantamento é de dois minutos. Vence quem conseguir a maior soma de pesos levantados nas três chances.
Pode ocorrer a desqualificação do atleta caso não conclua o levantamento em dois minutos, não mantenha a barra imóvel na altura do peito, não levante a barra até que os braços estejam estendidos, não realize um movimento de braços sincronizado, não comece ou termine sua tentativa quando sinalizado pelo árbitro ou movimente o assento onde fica deitado. Três juízes avaliam se algum dos quesitos citados foi violado durante cada tentativa.

Histórico
A primeira vez na qual o halterofilismo paraolímpico apareceu numa Paraolimpíada foi em 1964, na capital japonesa Tóquio. Na época, o esporte era usualmente chamado de “Levantamento de Peso”. A deficiência dos atletas era exclusivamente a lesão de coluna vertebral. Desde então até os Jogos de Atlanta-96, a participação foi exclusivamente masculina. Quatro anos depois, em Sydney, as mulheres competiram pela primeira vez. Atualmente, 109 países dos cinco continentes possuem halterofilistas paraolímpicos.
Os brasileiros fizeram sua estréia paraolímpica em Atlanta-96. Marcelo Motta foi o representante nacional. Em Sydney-2000, Alexander Whitaker, João Euzébio e Terezinha Mulato competiram. Três anos depois, no Parapan de Oklahoma, Estados Unidos, Marcelo Motta ganhou o ouro, batendo o recorde das Américas na categoria até 60kg. João Euzébio (até 82,5kg) e Terezinha Mulato (até 60kg) ganharam uma prata cada. Walmir de Souza (até 75kg) levou o bronze. Ainda em 2003, nos Jogos de Stoke Mandeville, Alexander Whitaker se sagrou campeão mundial na categoria até 67,5kg. Com este resultado, o halterofilista se tornou recordista parapan-americano. Whitaker e Euzébio representam o Brasil em Atenas.



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