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Comitê Paraolímpico Brasileiro

MODALIDADES

Basquetebol em cadeira de rodas

Descrição
Em princípio, só lesionados medulares atuavam. Com o passar do tempo, amputados passaram a competir. A entidade que gerencia a modalidade desde 1993 é a Federação Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas-IWBF, que tem 57 nações filiadas. Antes, esta responsabilidade era da Federação Internacional de Esportes em Cadeira de Rodas de Stoke Mandeville-ISWMSF. No Brasil, a administração da modalidade fica a cargo da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas-CBBC, criada em 97.
O basquete em cadeira de rodas é praticado por homens e mulheres. As regras são as mesmas da Federação Internacional de Basquete Amador-FIBA, com algumas adaptações feitas pela IWBF. Exemplos disso são regras como: a cada dois movimentos para impulsionar a cadeira, o jogador tem de quicar a bola pelo menos uma vez. É falta técnica utilizar os membros inferiores para obter algum tipo de vantagem como colocar o pé no chão ou levantar um pouco do assento.
Para que haja igualdade entre os atletas e segurança durante os jogos, a cadeira deve ter certas medidas. Elas, inclusive, têm um tipo de pára-choque. É notável a alta pontuação que as disputas atingem. O esporte é um dos mais praticados em todo o mundo e um dos mais vistos durante a Paraolimpíada. As dimensões da quadra e a altura das cestas são as mesmas da vertente olímpica da modalidade.

Histórico
Já em 1945, quando o esporte paraolímpico dava seus primeiros passos, o basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado nos Estados Unidos. Os jogadores eram, basicamente, ex-soldados do exército estadunidense, feridos durante a 2ª Guerra Mundial. A modalidade é uma das mais tradicionais. Prova disso é que esteve presente em todas as edições dos Jogos Paraolímpicos. Também é um dos esportes que mais atraem público. Em Barcelona-92, por exemplo, milhares de pessoas ficaram de fora do ginásio onde era disputada a final. As mulheres vieram a disputar sua primeira Paraolimpíada apenas em Tel Aviv-68.
O basquete em cadeira de rodas foi a primeira modalidade paraolímpica a ser praticada no Brasil. Sua introdução no País começou em 1957, mas só foi concretizada no ano seguinte. Sérgio Seraphin Del Grande é um dos principais responsáveis por estes primeiros passos Foi neste ano que o time Pan Am Jets, dos Estados Unidos, em jogos de exibição, lotou ginásios no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nada menos que 15 mil e 25 mil espectadores, respectivamente, prestigiaram os Jets. No ano seguinte, foram criadas as primeiras entidades paraolímpicas do Brasil no Eixo Rio-São Paulo.
Outro importante ano para a modalidade foi 1978, quando a Cidade Maravilhosa sediou os VI Jogos Pan-Americanos (apenas atletas cadeirantes participaram). Dois anos depois, na Paraolimpíada de Arnhem, o País foi representado no esporte. Em 1994, o Rio de Janeiro recebeu a I Copa Sul-americana, torneio no qual o Brasil perdeu para a Argentina. Os II Jogos Parapan-americanos, em Mar Del Plata, 2003, marcaram a primeira vez que a seleção nacional conseguiu, em quadra, uma vaga para os Jogos Paraolímpicos – no caso, Atenas-2004. Este feito comprovou a evolução pela qual passa o basquete em cadeira de rodas brasileiro, que disputa de igual para igual com qualquer equipe do planeta.



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