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Comitê Paraolímpico Brasileiro
MODALIDADES
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Atletismo
Descrição
Amputados, cadeirantes, deficientes visuais, deficientes mentais e paralisados cerebrais competem no atletismo, tanto no masculino como no feminino. Os atletas recebem uma classificação de acordo com o grau de deficiência de cada um, para que haja equilíbrio nas competições. Dentro de cada prova há divisões por tipo de deficiência. Por exemplo, os cegos só podem competir com cegos. As provas se dividem em cinco grandes grupos: corrida, saltos, lançamentos, arremesso e pentatlo. As quatro grandes entidades esportivas internacionais por deficiência (CP-ISRA, IBSA, INAS-FID, ISMWSF-ISOD) definem as regras de disputa para seus atletas.
Na corrida, o atleta cego é acompanhado por um guia, que tem a função de orientá-lo no que se refere às delimitações da pista. O que os une é uma corda pressa às mãos de ambos. Os competidores com amputações nas pernas podem utilizar próteses especiais. Nas provas de arremesso, os atletas com dificuldades motoras nos membros inferiores usam uma cadeira-base de arremesso. Para os atletas que não podem caminhar, existem as corridas para cadeirantes. A cadeira tem o formato de um triciclo e atinge grandes velocidades. Os atletas em cadeira de rodas competem em provas de rua e de pista.
Histórico
Desde a Paraolimpíada de Roma, em 1960, o atletismo faz parte do programa paraolímpico oficial. Homens e mulheres sempre competiram em grande número. Por costumar ser disputado nos principais estádios dos Jogos Paraolímpicos, este esporte é um dos que mais atraem público. Outro motivo deste sucesso é o fato de a modalidade ter provas tradicionais como a maratona e os 100m rasos, dentre outras.
O atletismo trouxe nada menos que 60 das 106 medalhas paraolímpicas nacionais (56%). As primeiras vieram em 1984, tanto em Nova Iorque quanto em Stoke Mandeville, Inglaterra. Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas: um ouro, três pratas e dois bronzes. Na cidade inglesa, o Brasil obteve cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul-88, mais três ouros, oito pratas e quatro bronzes entraram nesta vitoriosa caminhada. Na Paraolimpíada de Barcelona, em 92, os competidores trouxeram três ouros e um bronze. O lugar mais alto do pódio não veio em Atlanta-96. O País obteve cinco medalhas de prata e seis de bronze. Em Sydney-2000, quatro ouros, quatro pratas e um bronze coroaram a campanha do atletismo brasileiro.
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